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I Colóquio Interno do PGEDA Roraima une pesquisa, formação e compromisso com a Amazônia

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    Amazoom
  • há 11 minutos
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Idealizado com protagonismo dos estudantes, encontro integra doutorandos e professores, acompanha o desenvolvimento das teses e debate os desafios do uso da inteligência artificial na produção acadêmica.


Mesa de Abertura do I Colóquio Interno do PGEDA. Foto: Amazoom.
Mesa de Abertura do I Colóquio Interno do PGEDA. Foto: Amazoom.

Às vezes, uma pesquisa começa antes mesmo da primeira pergunta. Começa no encontro entre colegas, na escuta de quem chegou antes e na descoberta de que nenhuma tese precisa atravessar sozinha os longos caminhos da Amazônia. Foi com esse espírito que o Programa de Pós-Graduação em Educação na Amazônia (PGEDA), polo Roraima, realizou, nesta quarta-feira, 12 de agosto de 2026, seu I Colóquio Interno.

 

Com o tema “Pesquisa, formação e compromisso com a Amazônia”, o evento ocupou, durante todo o dia, a sala do PGEDA, no Bloco VI do campus Paricarana da UFRR. A programação reuniu coordenação, professores, doutorandos ingressantes e estudantes das turmas anteriores para compartilhar pesquisas, avaliar o Programa, acolher novos integrantes e fortalecer os vínculos da comunidade acadêmica.

 

Mais do que uma sequência de apresentações, o colóquio nasceu como uma iniciativa dos próprios estudantes. Ao assumir parte da organização do encontro, os doutorandos mostraram que a pós-graduação também se constrói de baixo para cima, pelas mãos de quem pesquisa, pergunta, tropeça, recomeça e aprende coletivamente.

 

Para a coordenadora do PGEDA Roraima, professora Leila Adriana Baptaglin, o protagonismo estudantil é um dos principais legados desta primeira edição.

“A iniciativa dos estudantes em propor e construir o I Colóquio Interno demonstra maturidade acadêmica, compromisso com o Programa e disposição para fazer da formação um processo verdadeiramente coletivo. Quando nossos doutorandos criam espaços de diálogo, acolhimento e compartilhamento das pesquisas, eles não estão apenas apresentando teses: estão ajudando a construir o próprio PGEDA e reafirmando o compromisso da universidade com a Amazônia”, destacou Leila.

 

A programação começou às 8h30, com a fala da coordenação e a apresentação dos novos professores integrados ao quadro permanente do Programa. Passaram a compor a Linha de Pesquisa 1 - Educação na Amazônia: formação do educador, práxis pedagógicas e currículo as docentes Monalisa Pavonne Oliveira e Moema de Souza Esmeraldo.


Na Linha de Pesquisa 2 - Estado, políticas públicas e gestão da educação, ingressaram os professores Karla Colares Vasconcelos, Alessandra Rufino Santos, João Paulino da Silva Neto e João Carlos Jarochinski Silva. A chegada dos novos docentes amplia as possibilidades de orientação, interlocução teórica e desenvolvimento de pesquisas relacionadas aos desafios educacionais da região amazônica.

 

Depois de um lanche compartilhado, realizado às 10h, as turmas de doutorandos participaram, a partir das 10h30, de um momento de avaliação do PGEDA. A atividade abriu espaço para que os estudantes apresentassem suas percepções sobre a formação, o funcionamento do Programa e os desafios encontrados ao longo da trajetória acadêmica.

 

À tarde, a partir das 14h, doutorandos das turmas de 2023 e 2024 apresentaram o estágio de desenvolvimento de suas teses. O compartilhamento permitiu observar como diferentes objetos, territórios, experiências e perspectivas teóricas se encontram dentro do Programa. Cada pesquisa trouxe consigo um pedaço da Amazônia: suas escolas, comunidades, políticas públicas, práticas pedagógicas, culturas, fronteiras e modos particulares de produzir conhecimento.

 

Para a doutoranda Raine Costa dos Santos, o Colóquio cumpriu uma função importante ao aproximar estudantes ingressantes, turmas anteriores e professores.

“O encontro proporcionou um espaço de interação entre os novos doutorandos e as turmas anteriores, além de possibilitar maior aproximação com os professores que fazem parte do Programa. Compartilhar as pesquisas em andamento favorece a troca de conhecimentos, experiências e perspectivas. Para quem está chegando, esse contato contribui para que se sinta acolhido, motivado e mais confiante para iniciar sua própria pesquisa”, avaliou.

Segundo Raine, o evento também se consolidou como um momento de aprendizagem e construção coletiva. “O I Colóquio Interno representa um momento significativo de acolhimento, diálogo e aprendizagem. A iniciativa fortalece os vínculos entre professores e doutorandos e incentiva o desenvolvimento das pesquisas acadêmicas”, acrescentou.

 

A programação foi encerrada às 17h, com a mesa “Uso da IA nas produções acadêmicas e revistas predatórias”, conduzida pelo professor Alan Ricardo Costa. O debate tratou de questões que atravessam diretamente a vida dos pesquisadores contemporâneos: os limites éticos da inteligência artificial, a responsabilidade autoral, a integridade científica e os riscos representados por publicações que simulam credibilidade acadêmica sem assegurar processos rigorosos de avaliação.

 

Ao articular acolhimento, avaliação institucional, apresentação de pesquisas e reflexão sobre os desafios atuais da produção científica, o I Colóquio Interno lançou uma espécie de ponte entre diferentes momentos da formação doutoral. De um lado, estavam os estudantes que começam a desenhar seus caminhos; do outro, aqueles que já aprenderam que uma tese não avança apenas com livros e computadores, mas também com escuta, parceria e coragem.

 

No PGEDA Roraima, o primeiro colóquio terminou ao fim da tarde, mas as perguntas permaneceram circulando pela sala. Na pós-graduação, elas costumam fazer isso: recusam-se a ir embora, acompanham os pesquisadores pelos corredores e lembram que estudar a Amazônia é também assumir um compromisso com quem nela vive, ensina, resiste e produz conhecimento.

 

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