Pesquisadora do Amazoom participa de debate global sobre misoginia e poder nas redes digitais
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Alessandra Medeiros, do Amazoom e doutoranda do PGEDA/Educanorte, participa de webinar internacional que discute a “manosfera” e os impactos das narrativas antifeministas na formação de jovens.
A internet, que prometia ser território de encontros, também virou campo de disputa simbólica. É nesse cenário que a pesquisadora Alessandra Medeiros, vinculada à Universidade Federal de Roraima (UFRR), ao Amazoom e ao Doutorado em Educação na Amazônia (PGEDA/Educanorte), participa no dia 29 de abril de 2026 de um debate internacional sobre misoginia digital, patriarcado e os efeitos da chamada “manosfera” nas dinâmicas contemporâneas.
O evento, intitulado “Manosphere: Patriarchy and Misogyny”, acontece das 14h às 16h (horário da Europa Central), o que corresponde às 8h às 10h em Roraima, e será realizado de forma online, com transmissão multilíngue em inglês, árabe e português. A iniciativa é promovida pela organização Geneva Global Health Hub (G2H2), sediada na Suíça, e reúne pesquisadoras e pesquisadores de diferentes partes do mundo para discutir como discursos antifeministas têm sido normalizados e amplificados nas plataformas digitais.
Mais do que um encontro acadêmico, o webinar se configura como um espaço de enfrentamento. O que está em jogo é a compreensão de como comunidades online (muitas vezes articuladas em torno da chamada “manosfera”) operam como ecossistemas comunicativos que reforçam a dominação masculina, ressignificam papéis de gênero e influenciam diretamente a forma como jovens constroem suas percepções sobre poder, identidade e relações afetivas.
Alessandra Medeiros integra o painel ao lado de nomes como o sociólogo italiano Manolo Farci, a pesquisadora Sarah Kaddoura, e a jornalista investigativa Mayya Chernobylskaya. Sua participação ocorre em português e carrega consigo uma perspectiva situada: a de quem pensa Educomunicação, Território e Desigualdades a partir da Amazônia.
É nesse ponto que sua trajetória se torna central. Como pesquisadora vinculada ao Amazoom e doutoranda no PGEDA/Educanorte, no polo da UFRR, Alessandra insere no debate internacional uma lente que tensiona o eixo tradicional Norte-Sul da produção de conhecimento.
Sua presença não é apenas representativa, mas estratégica: amplia o alcance de reflexões produzidas na região amazônica e reposiciona essas vozes em circuitos globais de discussão.
Cultura da Misoginia
O encontro busca responder a uma pergunta incômoda, mas urgente: como a misoginia se torna cultura? A resposta passa, inevitavelmente, pela análise das plataformas digitais como mediadoras de sentidos. Influenciadores, empreendedores digitais e até lideranças religiosas têm atuado como vetores de disseminação de narrativas que legitimam hierarquias patriarcais, muitas vezes sob a aparência de “opinião” ou “liberdade de expressão”.
O debate oferece uma pista importante: compreender a comunicação não apenas como transmissão de informação, mas como campo de disputa política, simbólica e cultural. A “manosfera” não é um fenômeno isolado; ela é produto de um ecossistema mais amplo, onde algoritmos, discursos e interesses se entrelaçam.

Ao participar desse diálogo internacional, Alessandra Medeiros não apenas representa a UFRR, o Amazoom e o PGEDA/Educanorte. Ela tensiona fronteiras, desloca narrativas e reafirma que pensar a Educomunicação a partir da Amazônia é também intervir no mundo.
Porque, no fim das contas, a pergunta que ecoa não é apenas sobre o que está sendo dito nas redes, mas sobre quem está sendo autorizado a falar, e a partir de onde.
MANOSFERA: PATRIARCADO E MISOGINA
📅 29 de abril de 2026 ⏰ 08:00–10:00
🗣️ Inglês, árabe e português
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