• Melissa Lima

Meu corpo, minhas curvas: Mercado plus size cresce em Roraima

A busca por aceitar o próprio corpo, por assumir suas curvas, é um tema cada vez mais comum na sociedade, principalmente no segmento de moda.


Por Daniela Batista e Melissa Lima.

Foto: Reprodução/SPFW

Diante dos vestígios deixados pela pandemia de Covid-19, como a perda de diversos setores da economia como o comércio. O varejo de moda, em particular, foi o mais punido, com queda de 22,7% no ano passado, a maior da série histórica da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao contrário da maioria do setor, o mercado plus size cresceu 10% em 2020 em relação ao ano anterior, apesar do clima causado pela crise sanitária.


“O interessante é que eu mudei o estilo de roupa que eu trabalhava durante a pandemia e foi o momento em que eu mais cresci” - Irena Albuquerque.

A informação é de um relatório setorial da Associação Brasileira de Plus Size (ABPS), que mostra que o segmento de vestuário masculino e feminino brasileiro com excesso de peso cresceu 21% nos últimos três anos e deve manter uma taxa de crescimento em torno de 10%. este ano e nos próximos anos. Com vendas anuais em torno de 5 bilhões de reais, esse mercado está constantemente quebrando a barra e atraindo cada vez mais fãs, lojas, modelos e profissionais.


Em Boa Vista há diversas marcas que trabalham com foco neste público. A Moda Plus, por exemplo, está no mercado desde 2018. A fundadora da marca, Irena Albuquerque, começou vendendo peças para conhecidas e seguidoras nas redes sociais, fazendo entregas pessoalmente.


Mas, com o tempo, viu a necessidade de abrir um espaço em que pudesse atender as clientes de forma individualizada e personalizada. “As lojas físicas estavam fechadas, algumas reabriu outras não e as pessoas queriam continuar comprando porque muita gente continuou recebendo um salário mesmo com o desemprego em alta. Os que continuaram a receber queriam gastar de uma forma ou de outra e estavam ansiosos, e esse foi o período de maior expansão da empresa”, comentou Irena.


Incapaz de atender muitos clientes pessoalmente durante a pandemia, ela aumentou as vendas via WhatsApp, Instagram e adotou uma estratégia de entregá-los na casa dos clientes em sacolas esterilizadas para que eles pudessem experimentar e escolher as roupas. A fórmula funcionou e a empresa cresceu nos primeiros meses.


“Mesmo com o fechamento das lojas físicas, as vendas subiram 40% em relação a 2019. Devido às medidas de distanciamento social, investi mais em divulgação e no relacionamento com as clientes pelas redes sociais e funcionou- Irena Albuquerque.

A demanda continuou a aumentar nos meses seguintes, apesar das restrições comerciais mais amplas na capital. Para a empresária, as pessoas começaram a priorizar o conforto em detrimento aos looks sofisticados, mesmo passando a maior parte do tempo em casa. Além disso, mudaram seu comportamento de compra e passaram a preferir a entrega em domicílio, com foco na comodidade e segurança.


Diante dessa situação, a empresa não parou de crescer. Como o ponto forte é o trabalho online, o foco em roupas confortáveis e estilosas ​​foi suficiente para aprimorar e melhorar os processos de crescimento.


A consumidora Laura Fernandes falou sobre como a tecnologia impactou positivamente na sua busca por modelos adequados.

''Eu acho mais fácil comprar hoje em dia, sem contar que temos acesso à internet e sempre podemos pesquisar novas peças, novos tamanhos'' - Laura Fernandes.

Segundo a estudante, o mercado online oferece mais facilidades na hora de adquirir as peças, como as seções de avaliação do cliente, por exemplo. Algo que também facilitou muito nas suas compras foi saber as medidas do seu corpo. “Me conhecer foi um passo importante para conseguir gostar da minha roupa em mim, gostar da roupa, encontrar roupa”, disse.

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