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Entidades da Comunicação manifestam apoio à Lula em carta pela democracia e por investimentos em educação e ciência

Foto do escritor: Amazoom
Amazoom
há 11 minutos
3 min de leitura

Manifesto assinado por 16 associações e redes acadêmicas defende a Comunicação livre, mais recursos para educação, ciência e tecnologia e a ampliação de direitos; o posicionamento se refere ao segundo turno das eleições em 25 de outubro.



Dezesseis entidades do campo acadêmico da Comunicação tornaram público, em carta conjunta datada desta terça-feira, 13 de outubro de 2026, apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. Com alcance nacional e disponibilizado para leitura on-line, o documento relaciona a escolha à defesa da democracia, da participação social e de mais investimentos em educação, ciência, tecnologia e cultura.

 

Intitulado “Carta em defesa da candidatura do presidente Lula e da democracia: por uma Comunicação livre e mais investimentos para educação, ciência e tecnologia!”, o manifesto reúne associações que atuam na pesquisa, no ensino e em diferentes áreas da Comunicação. Lula (PT) disputará o segundo turno com Flávio Bolsonaro (PL), em votação marcada para 25 de outubro, conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

A carta põe na mesma página assuntos que atravessam salas de aula, laboratórios, redações e espaços culturais. Na avaliação das signatárias, financiar a produção de conhecimento e garantir o direito à comunicação fazem parte de um mesmo compromisso com a vida democrática. Entre uma pesquisa que começa e uma informação que chega ao público, o documento situa a responsabilidade das políticas públicas.

As entidades afirmam que o projeto de Lula contempla pautas que defendem para o país, como o combate às desigualdades, a garantia do direito à educação, a ampliação do acesso à cultura e a valorização do trabalho, inclusive nas atividades comunicacionais. Também destacam o direito à cidade, a soberania nacional e o protagonismo internacional do Brasil.

 

O manifesto inclui a defesa das cotas raciais e o combate ao racismo, ao machismo e à violência contra as mulheres. Menciona, ainda, os direitos dos povos indígenas, das comunidades quilombolas, das pessoas com deficiência e das populações LGBTQIAP+. Para as signatárias, essas agendas integram a construção de políticas de informação, comunicação e cultura comprometidas com a diversidade.

 

No campo da formação científica, a carta aponta o aumento das bolsas de pesquisa, da iniciação científica ao pós-doutorado, como uma medida relevante para a formação de novos pesquisadores. O financiamento aparece como condição para sustentar trajetórias acadêmicas e dar continuidade à produção de conhecimento.

 

Na cultura, o documento destaca a recriação do Ministério da Cultura, a regulamentação e a implementação da Lei Paulo Gustavo e a retomada da Política Nacional Cultura Viva. A carta conjunta dialoga com um posicionamento anterior da Rede Folkcom, que reconhece avanços nessas políticas e cobra maior descentralização dos recursos e participação das comunidades em sua elaboração e execução.

 

A memória da última década também ocupa espaço no texto. As associações citam experiências vividas por seus integrantes, especialmente durante a pandemia de Covid-19, e afirmam que o diálogo com o governo Jair Bolsonaro foi praticamente inexistente. Segundo o manifesto, aquele período foi marcado por ataques às instituições públicas de ensino superior. Essa avaliação fundamenta a oposição das signatárias ao retorno do projeto político que associam à candidatura de Flávio Bolsonaro.

 

Outro ponto mencionado é a preocupação da Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo (ABEJ) com uma proposta, atribuída à candidatura de Flávio, de transferir a vinculação das universidades federais do Ministério da Educação para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Na avaliação da associação, a mudança poderia fragilizar a articulação entre ensino, pesquisa e extensão. Em sua carta própria, a ABEJ também ressalta que seu apoio é institucional e respeita a liberdade de consciência e de voto de cada integrante.

“Defendemos a democracia e o avanço das políticas públicas ligadas à informação, à comunicação e à cultura”, afirmam as entidades no documento conjunto.

 

O apoio eleitoral vem acompanhado do compromisso de continuar dialogando e cobrando medidas de quem assumir a Presidência. Ao final, as signatárias indicam o voto em Lula (13) no dia 25 de outubro.

 

 

 

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