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Doutorado perto de casa: inscrições do PGEDA em Roraima terminam em 22 de outubro

Foto do escritor: Amazoom
Amazoom
há 3 horas
3 min de leitura

Polo Boa Vista da UFRR oferece dez vagas para a turma 2027 do Doutorado em Educação na Amazônia; formação que aproxima pesquisa, território e novas possibilidades de futuro.



Nem toda viagem em busca de conhecimento precisa começar por uma despedida. Para quem deseja fazer doutorado em Roraima, o Programa de Pós-Graduação em Educação na Amazônia (PGEDA/Educanorte) está na reta final das inscrições para a turma de 2027. O prazo termina em 22 de outubro de 2026, e o polo Boa Vista, vinculado à Universidade Federal de Roraima (UFRR), oferece dez vagas. As candidaturas devem ser feitas pelo site oficial da seleção.


Há, porém, uma data que merece atenção antes disso: o pagamento da taxa de inscrição, de R$ 200,00, deve ser realizado até 20 de outubro. Já o envio da documentação no sistema pode ser concluído até as23h59 de 22 de outubro, no horário de Brasília, conforme o Edital nº 02/2026.


A Profa. Dra. Ananda Machado, da coordenação do polo Boa Vista, reforça o convite a quem pretende dar esse próximo passo na formação:

“A coordenação do doutorado Educanorte, polo Boa Vista, lembra e convida a comunidade que já tem mestrado a se inscrever no Doutorado em Educação na Amazônia. É um passo muito importante para todos que militam na Educação do extremo norte”.

 

Profa. Dra. Ananda Machado, da coordenação do polo Boa Vista, convoca os interessados à participar do processo de seleção do PGEDA.

Somando trajetórias


Entre aqueles que já atravessaram essa porta está Dafne Sousa de Oliveira, doutoranda da turma de 2026. Para ela, estudar em Boa Vista significa poder aprofundar a pesquisa sem transformar a distância da família em condição para seguir adiante.

“Agora a gente tem a oportunidade de ficar próximo da nossa família, continuar nos nossos trabalhos, próximo dos nossos amigos e, ainda assim, fazer o doutoramento”, afirma.

Em seu depoimento, Dafne lembra que a necessidade de viajar para outras cidades marcava o caminho de quem buscava essa formação. A presença do programa no estado permite outra experiência: permanecer perto dos vínculos cotidianos e construir pesquisas sobre Boa Vista, os municípios roraimenses e a Amazônia.


A doutoranda também chama atenção para a necessidade de ampliar a presença de Roraima nas bases de dados e na produção científica. São perguntas que nascem no território e podem ganhar profundidade com pesquisadores que conhecem suas escolas, seus desafios e suas histórias.


Na trajetória pessoal de Dafne, essa oportunidade tem ainda o peso de uma conquista que alcança a família.

“Para mim, é de extrema importância me colocar num programa de doutorado enquanto uma mulher preta, periférica”, diz. “Para mim, pessoalmente, é uma realização, é uma conquista.”

De origem humilde, ela relata que os estudos ajudaram a mudar sua realidade e a de seus familiares. Ao compartilhar essa experiência, lembra que outros estudantes também podem construir esse caminho. Para quem ainda está na graduação, seu relato ajuda a enxergar a continuidade da formação como uma possibilidade concreta.


Já o Prof. Dr. Rafael Pinto (Pérola), hoje no curso de graduação em Artes Visuais, traz a perspectiva de quem concluiu o percurso. Egresso do Educanorte, ele terminou o doutorado em 2026 e destaca o impacto da formação em sua trajetória profissional.

“Quando entrei no programa, eu atuava como professor de Arte na Educação Básica. Hoje, depois de concluir o doutorado, passei a atuar também na Educação Superior, após aprovação em concurso para professor de uma universidade federal.”

Para Rafael, a importância do programa alcança professores e pesquisadores de diferentes níveis de ensino. A formação permite investigar a educação com atenção às experiências e às populações da região.

“É um programa que permite pensar a educação a partir das especificidades da Amazônia, entendendo a diversidade dos nossos territórios, das nossas populações e das experiências educacionais construídas na região.”

As falas de Dafne e Rafael mostram duas dimensões dessa presença: a possibilidade de permanecer perto de casa durante a formação e a abertura de novos caminhos acadêmicos e profissionais. Em ambas, Roraima aparece como lugar de onde partem as perguntas e onde o conhecimento pode produzir seus efeitos.

 

Seleção de 2027


Para a seleção de 2027, as vagas do polo Boa Vista estão distribuídas em seis para ampla concorrência, três para ações afirmativas e uma para o Programa de Qualificação Institucional (PQI). Podem concorrer pessoas com mestrado acadêmico ou profissional, inclusive em fase de conclusão, observadas as exigências do edital.


Ao se candidatar ao polo, é necessário indicar um orientador da UFRR e apresentar a documentação exigida. A seleção compreende análise do projeto de pesquisa, prova oral presencial e análise curricular. O ingresso também exige participação presencial nas atividades acadêmicas do polo Boa Vista.


Para quem deseja transformar uma inquietação em pesquisa, este é o momento de conferir os documentos e concluir a inscrição. O prazo está perto; mas as perguntas que nascem em Roraima ainda têm muito caminho pela frente.

 

Inscrições: www.educanorte.net.br


 

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