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ELEIÇÕES 2022: Militarização das Escolas seria a solução?

Atualizado: 26 de jul.

“Na Escola nós precisamos ter a garantia de que os alunos estarão ali para aprender e produzir conhecimento junto com os professores”, declara Fábio Almeida.


Por: Ana Ribeiro, Antonio Duarte, Aymê Tavares, Carlos Rocha, Daniela Batista e Grazielly Maia.

Reprodução

O Pré-candidato ao governo de Roraima, Fábio Almeida, nunca escondeu seu posicionamento em relação à educação militarizada do estado. Ainda em 2018, durante uma rodada de entrevista dada ao Jornal de Roraima 1 (JRR 1), o candidato reafirmou sua posição ao dizer que pretendia desmilitarizar as escolas caso fosse eleito.


“Nós precisamos que as escolas tenham investimento público. Nós precisamos valorizar os profissionais da educação. Nós precisamos garantir condições mínimas para que nossas escolas possam receber os alunos. Garantir merenda escolar. Garantir investimento para que os nossos alunos possam produzir conhecimento e ter regras”, justificou.

“Nós precisamos que as escolas tenham investimento público. Nós precisamos valorizar os profissionais da educação. Nós precisamos garantir condições mínimas para que nossas escolas possam receber os alunos.

Em entrevista dada à equipe de reportagem do Amazoom, Fábio Almeida afirmou que continua defendendo a mesma posição em relação à militarização das escolas estaduais. “Sim, eu continuo com a mesma posição. É uma posição que não é só minha e sim de um conjunto de pessoas que afirmam que não é a militarização que resolve os problemas que enfrentamos no ensino. Pode maquiar o ensino, mas as condições precárias do ensino se mantém”, declarou.

“Não é a militarização que resolve os problemas que enfrentamos no ensino. Pode maquiar o ensino, mas as condições precárias do ensino se mantém”.

Na contramão do que diz o pré-candidato, o secretário estadual de Educação, Nonato Mesquita, discorreu que as escolas militarizadas são "uma conquista para o processo educacional". “Ganha a escola, a educação e os municípios que terão escolas militarizadas”, declarou o secretário.


Diana Kelly é mãe da estudante Laís que cursa o 8º ano do ensino fundamental em uma escola militarizada e diz que o maior benefício em se estudar é a "disciplina". Para a mãe é visível a mudança de comportamento que as crianças têm quando entram na "disciplina militar". "Além da organização da escola por conta do sistema, declarou.


Ana Paula, matriculou seu filho Nicolas recentemente em uma escola militarizada e diz que optou pela mudança tanto pela "disciplina" quanto pela "segurança" oferecida no âmbito escolar.


"Eu acho as escolas militares mais sérias, com mais disciplina. Tem horário para entrar, para sair. Tem que ir fardado, não pode usar brinco, regata ou cabelo grande. Tem muitas coisas positivas. É uma escola séria em relação ao mundo estar dessa forma. Tem policiais na porta, dentro da escola. Tem por todos os lados. Então para mim ali já é um ponto a mais nessas escolas", comentou.


Segundo o governo atual, os militares auxiliam a disciplina estudantil na organização administrativa da escola e implementam ensinamentos sobre "cidadania" e "patriotismo". No entanto, o Sindicato da Educação critica o modelo de gestão escolar compartilhada entre educadores e militares, alegando que "pode inibir alunos", além de "tirar autonomia dos professores".


* Conteúdo experimental desenvolvido na disciplina de JOR53 - Jornalismo Especializado I.


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