Vacinação prolonga expectativa de vida e é prevenção contra doenças

Por Isaque Santiago Muitas doenças que um dia foram causas de alta taxas de mortalidade hoje em dia podem ser prevenidas com a vacinação. A eficácia deste método preventivo é comprovada com dados, desde que a vacina contra a poliomielite passou a ser disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no começo da década de 1990, nenhum caso da doença é registrado no Brasil. Além da poliomielite, outras doenças também foram erradicadas ou surgem registros em casos raros. A técnica do Núcleo estadual do Programa Nacional de Imunização (NPNI), Alice Dantas, destacou que a maior conquista do avanço da medicina com as vacinações foi o aumento da expectativa de vida. “Doenças como o sarampo e a meningite ainda matam, mas os casos são bem reduzidos se comparados com períodos em que a vacinação não era algo tão comum como é hoje em dia”, explicou. A morte não era a única consequência de doenças graves, aqueles que sobreviviam a doenças como a poliomielite, por exemplo, viviam com as sequelas, entre elas paralisia de membro inferior, atrofia muscular, entre outros. “O Brasil não registra casos dessa doença desde 1989, mas ainda existem algumas pessoas que sobreviveram e vivem em hospitais até hoje devido as sequelas”, relatou. Cobertura vacinal em Roraima Mesmo com vacinas como forma de prevenção e ferramenta para a erradicação de doenças, algumas ainda afetam parte da população do Brasil e de Roraima. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), sobre o sarampo, os dados do Núcleo de Controle da Pólio, PFA, Influenza e Tétano (NCFIT) apontaram para 42 notificações da doença só este ano. Deste total, apenas um caso foi confirmado, seis estão sob investigação e 35 foram descartados. A cobertura vacinal do Estado até o presente momento é de 71, 23%. Já a Varicela, popularmente conhecida como catapora, a NCFIT confirmou o registro de 642 casos da doença em 2019. A cobertura vacinal hoje é de 70,25%. Para a coqueluche, foram registradas 33 notificações em 2019, sendo que 21 deles deram positivo para a doença. A cobertura vacinal no Estado é atualmente de 76,12%. Sobre as hepatites virais, foram confirmados 506 casos entre 2015 a 2018. Desse número, 290 foram em pessoas do sexo masculino e 216 em pessoas do sexo feminino. A maior concentração da doença foi em Boa Vista, que registrou 364 casos, seguida de Mucajaí, com 24 casos, e Caracaraí com 23 notificações. A faixa etária mais afetada é a de 30 a 39 anos, com 139 confirmações. A cobertura vacinal em Roraima este ano é de 77,41%. Alice afirmou que boa parte da população é consciente quanto a importância da vacinação para todas a prevenção de todas as doenças, porém ressaltou que boatos e Fake News acabam influenciando algumas pessoas a não procurarem as unidades de saúde para tomar vacina. “A população pode ficar tranquila quanto as vacinas, o único propósito dela é a imunização. Com uma população protegida contra doenças, maior a expectativa de vida”, pontuou.

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