Professores cobram apoio para realização de aulas: Pandemia exige de profissionais novas estratégias

No último ano, a educação não presencial evidenciou a falta de estrutura do ensino público. Quando se pensa em condições de trabalho, o campo de atuação de professores do estado de Roraima se limita ainda mais, seja pelo difícil acesso à internet de qualidade e equipamento tecnológico ou pela falta de capacitação dos docentes para a nova realidade. Tal apoio estrutural e tecnológico é a pauta defendida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Roraima (Sinter), que aponta a insatisfação com as despesas geradas pela pandemia para os profissionais da educação. “Se antes os trabalhadores da educação já passavam por dificuldades agora a situação se agravou, pois com o ensino não presencial, os professores estão bancando os custos operacionais relacionados a esse trabalho excessivo em casa, sem qualquer suporte por parte do governo. Por isso, apelamos para que essas autoridades se reúnam e busquem soluções para o cumprimento mínimo desses pontos de pauta da categoria”, afirmou Josefa Matos, diretora-geral do Sinter, Josefa Matos. A questão vem assumindo as discussões centrais da classe, que reivindica estruturação de condições de trabalho, oferta de treinamento para os profissionais da educação, assim como toda a logística tecnológica que é exigida pela modalidade de ensino. Diante desse contexto, o Sinter desenvolveu a Campanha: Apoio estrutural e tecnológico para professores, que alerta para a necessidade de apoio logístico adequado à realização das atividades pedagógicas. De acordo com Josefa Matos as reivindicações foram apresentadas em fevereiro deste ano ao Governo de Roraima, por meio de ofício, entregue à Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seed). Deste então, a entidade tem aguardado o retorno da pasta sobre o assunto. A maior preocupação diante da situação é em relação à evasão escolar, que se abre para os estudantes, tendo em vista o difícil acesso à internet e/ou conexão de qualidade. A situação se torna mais grave em municípios do interior, onde a infraestrutura é ainda mais precária. Josefa Matos diz que diante da indefinição do retorno das aulas presenciais, não há cabimento que os professores continuem arcando com todas as despesas relativas às aulas não presenciais, sem qualquer ajuda ou responsabilidade por parte do Governo do Estado. A maior preocupação diante da situação é em relação à evasão escolar, que se abre para os estudantes, tendo em vista o difícil acesso à internet e/ou conexão segura. A situação se torna mais grave em municípios do interior, onde a infraestrutura é ainda mais precária. Josefa Matos - diretora geral do SINTER, concede entrevista para falar sobre o contexto de crise sanitária e as dificuldades de trabalho para os professores. Josefa Matos diz que diante da indefinição do retorno das aulas presenciais, não há cabimento que os professores continuem arcando com todas as despesas relativas às aulas não presenciais, sem qualquer ajuda ou responsabilidade por parte do Governo do Estado. “Os poucos recursos das famílias inviabilizam a utilização tecnológica, a falta de equipamentos apropriados para recepção de informações, conteúdo, atividades, e diversas comunicações necessárias para a formação pedagógica dos participantes”, afirmou Josefa. Josefa destaca, ainda, que a categoria está há seis anos sem reajuste salarial, que o poder aquisitivo do trabalhador vem sendo reduzido, substancialmente, pela inflação e que essa redução se agravou muito nos últimos 12 meses, com o aumento de todos os preços de produtos e serviços. Em entrevista, a Profa. Herika Valle expõe o quanto as dificuldades são sentidas principalmente quando o apoio institucional é incipiente para os profissionais da educação. Frente a todo cenário de perda de inúmeros profissionais da educação, tanto estudantes quanto seus familiares ficam em situação de vulnerabilidade às mudanças geradas pela pandemia. A Professora Herika do Valle destaca as principais problemática sentidas durante a realização das atividades educacionais desenvolvidas. “(...) Sendo que alguns professores, por não estarem em condições financeiras adequadas estão trabalhando na base do improviso e com ajuda de terceiros, quando a responsabilidade de ofertar as condições de trabalho adequadas é do Governo do Estado, por meio da Seed”, afirmou Josefa Matos. Os pontos destacados pelo Prof. Dr. Sebastião Monteiro, doutor em educação da Universidade Federal de Roraima - UFRR, aprofundam o debate para a compreensão de todo o contexto e o quanto as políticas públicas em educação são fundamentais para os avanços e melhorias durante a crise sanitária. Confira as análises realizadas pelo Prof. Dr. Sebastião Monteiro Oliveira, esclarecimentos sobre o cenário educacional e esclarecimentos sobre o contexto de dificuldades para o processo de ensino-aprendizagem. Confira as análises realizadas pelo Prof. Dr. Sebastião Monteiro Oliveira, esclarecimentos sobre o cenário educacional e esclarecimentos sobre o contexto de dificuldades para o processo de ensino-aprendizagem. Questionado sobre as reivindicações, o Governo de Roraima, por meio da Seed afirmou, por meio de nota, que vai promover cursos e oficinas permanentes, a fim de orientar os professores e orientadores de tecnologia das escolas sobre o manuseio de ferramentas e aplicativos utilizados pelos docentes para a produção de conteúdos didáticos. Afirma também que vai continuar trabalhando para que o AVA (Ambiente de Aprendizado Virtual) e a internet estejam disponíveis para serem utilizados no ano letivo 2021, previsto para iniciar até o fim do mês de abril. Por José Carlos Magno Neto e Shigeaki Ueki Alves da Paixão - acadêmicos do curso superior de comunicação social - habilitação em jornalismo, da Universidade Federal de Roraima. Sob a supervisão da Profa. Dra. Tatiane Hilgemberg Figueiredo - UFRR. Atualizada em 15.03.2021, às 09h40min. Atualizada em 17.03.2021, às 23h18min. Atualizada em 18.03.2021, às 10h12min. (Horário de Boa Vista - Roraima - Brasil.)

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