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Uso de máscaras ainda é motivo de dúvida entre alunos na UFRR

Atualizado: 16 de jun.

Com o retorno das aulas presenciais, ainda pairam incertezas sobre a obrigatoriedade do uso de máscara nas dependências da universidade

Por: Daniela Batista e Fernanda Fernandes

Imagem: Daniela Batista

No dia 25 de abril de 2022, as aulas retornaram de forma presencial na Universidade Federal de Roraima (UFRR). Meses após o retorno, os alunos continuam com dúvidas sobre a existência de uma obrigatoriedade do uso das máscaras dentro da instituição.


Conforme o decreto estadual assinado no dia 04 de abril de 2022, pelo atual governador Antônio Denarium, o uso das máscaras deixou de ser obrigatório no estado de Roraima, tanto em ambientes abertos, quanto fechados. Vale ressaltar ainda que manter os cuidados sanitários contra a Covid-19 continua sendo de suma importância.


O gabinete da Reitoria da UFRR enviou aos coordenadores de cursos - após a assinatura do decreto - um memorando, assinado pela chefe titular do gabinete, Bianca Jorge Sequeira, no qual recomenda a continuidade da utilização das máscaras de proteção nos espaços fechados, como forma de proteção coletiva contra o vírus. No entanto, nenhum comunicado foi enviado aos alunos informando que seu uso era recomendável e não obrigatório.


O advogado Alcides Lima relata que a Universidade Federal tem autonomia administrativa e é regida por suas próprias normas, ou seja, caso opte pelo uso do dispositivo de proteção nos ambientes internos a normativa deve ser cumprida.

“O governo do estado revogou um decreto dele mesmo que proibia a circulação em ambiente público sem máscara. No âmbito interno da universidade, se consta um memorando recomendando o uso do espaço da UFRR, esta deve ser cumprida, saindo da universidade é outra coisa, mas dentro a norma é válida", concluiu.

O artigo 24 da resolução CEPE/UFRR Nº 056, de 23 de março de 2022, enviada para o e-mail dos alunos da UFRR, diz que durante a transição do ensino remoto para o ensino presencial, o manual da Comissão Permanente de Biossegurança da UFRR deverá ser obedecido, no entanto tal documento não encontra-se no site da UFRR.


Apesar das recomendações, alunos enquadrados no grupo de risco relatam medo de serem infectados pelo vírus, pois muitos discentes não utilizam máscaras dentro da sala de aula.


A estudante do Curso de Comunicação Social - Jornalismo da UFRR, Fernanda Vasconcelos possui problemas respiratórios e diz que tem medo de contrair o vírus, pois nunca pegou a covid-19.


“Me assusta andar assim com um monte de gente junto, todo mundo sem máscara e correndo o risco de pegar agora, e eu não sei como vai ser para mim, se eu pegasse ficaria mal, apesar de eu ter tomado as vacinas”, diz a aluna.

Além dos alunos, a Professora do curso de Artes Visuais da UFRR, Dr. Leila Baptaglin, que é diabética, fala de seus cuidados dentro das salas de aula.

“Me sinto segura em alguns lugares com poucos alunos, onde eu já tenho inserido algumas atividades, onde eu fico sem a máscara. Mas em ambientes fechados, principalmente em sala de aula com um grupo maior de alunos, até pelo cuidado com os alunos e comigo, eu ainda continuo usando a máscara, para uma questão de segurança e de respeito comigo e com os demais colegas que estão nesse ambiente da universidade”, explica a professora.

Confira o depoimento completo da aluna Fernanda Vasconcelos e da Prof° Leila Baptaglin




O infectologista Joel Gonzaga esclarece o motivo pelo qual ainda se faz necessário o uso das máscaras em ambientes fechados.

“Há uma concentração de carga viral, ou seja, quanto menos ventilado mais concentração de vírus e se torna mais possível a contaminação. Então, considero importante o uso da máscara em locais fechados e sem ventilação”, informa.

A recomendação do uso da máscara, diante do fim da obrigatoriedade, reforça a prática de conscientização, para que tanto docentes, quanto discentes sigam usando a proteção, não por obrigação, mas porque entendem a importância da ferramenta na prevenção da covid-19.


A equipe tentou contato com o comitê de biossegurança da UFRR, mas até o fechamento dessa matéria não obtivemos respostas.

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