• Rafaela André

I Comunidade Terapêutica Feminina em Roraima precisa de doações

Atualizado: Abr 1

Por: Rafaela André

Foto: Rafaela André


Ao passar pela Rua Alfredo Cruz, número 1023, Centro de Boa Vista, um muro amarelo com algumas pinturas e dizeres como "Comunidade Terapêutica Feminina - Projeto Impacto" e "anjos que acolhem - unidade feminina" dimensiona a importância da iniciativa que, por mais que funcione ali, vai além dos muros. Afinal, o local acolhe mulheres em situação de vulnerabilidade social, que vivem nas ruas da capital e são dependentes químicas.

A I Comunidade Terapêutica Feminina em Roraima, como o próprio nome diz, é a primeira no estado voltada ao tratamento exclusivo do público feminino, no quesito recuperação do uso de drogas. Ela é uma vertente do "Projeto Impacto", idealizado por uma igreja evangélica que atua no desenvolvimento de atividades preventivas ao uso de drogas lícitas e ilícitas, por parte de crianças e jovens.


Foto por Rafaela André: Carine Araújo - Vice-diretora


"A gente faz o acolhimento de mulheres a partir dos 18 anos em situação de vulnerabilidade social, que se encontram em situação de rua ou que a família nos procura para ajudar essas meninas, que tem problemas com dependência química, com álcool e outras drogas"

diz Carine Araújo, vice-diretora do projeto.

Foto: Rafaela André


Triagem é feita antes do acolhimento

Foto: Divulgação


Antes de serem internadas no local, é necessário passar por uma espécie de triagem, que funciona da seguinte forma: O projeto encaminha as mulheres para o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (CAPS-AD III). Lá, elas serão submetidas a exames de rotina, acompanhamento com psicólogos e psiquiatras e só então iniciam o tratamento terapêutico.

Foto: Acervo pessoal

Foto: Acervo pessoal - Artesanato elaborado pelas internas


Já no projeto, desenvolvem atividades de ressocialização, como cursos profissionalizantes, de onde sairão com uma nova profissão e artesanato. O local é bem simples e as áreas são de convivência coletiva. Voluntárias se revessam no apoio logístico, para que as novas moradoras foquem apenas em sua recuperação. A internação dura entre 9 meses há um ano.

Vídeo por Rafaela André - Mais detalhes do local



Doações são necessárias para a continuidade da ação

Foto: Divulgação


O lugar é mantido com o apoio da Federação Roraimense das Comunidades Terapêuticas e o voluntariado. Mas, ainda assim não é o suficiente e doações se tornam de extrema importância para a continuidade da ação.

"Nesse momento, estamos precisando de doações: Geladeira, freezer, higiene pessoal, de roupas. Caso você queira entrar em contato com a gente, o número é o 99133-4476 ou 99167-3890" - Leiara Santos, voluntária do projeto.


Foto: Acervo pessoal


Daniela Ester é farmacêutica. Ficou sabendo da existência do projeto através de uma matéria veiculada numa emissora de televisão local e realizou a doação, com itens de higiene pessoal e cuidados. Para ela, é gratificante pode ajudar aquelas que se empenham a vencer a barreira do vício e mudarem de vida. Daniela também revela a vontade em se tornar voluntária na causa e irá separar os sábados para atuar no local.



O local está aberto para receber novas pessoas


"Eu quero deixar o convite, eu quero deixar aberto a oportunidade pra você familiar que tem uma jovem que está com problema nessa área da dependência química com álcool e outras drogas. Nos procure, a gente tá aberto aqui pra te ajudar, ajudar essa pessoa e eu creio que esse trabalho vai ser referência não só no estado de Roraima, mas em todo o Brasil" pontua Carine Araújo, vice-presidente do projeto.



Vídeo: Reprodução facebook



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