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ELEIÇÕES 2018 - Black Friday Eleitoral

Atualizado: 12 de Dez de 2018

Por Rodrigo Litaiff


(Foto: Sudoeste Hoje)

Povo gosta de gastar.

Quando aparece a oportunidade de ter algo pela metade do valor, o povo vai lá e compra. E compra muito, mais do que pode na maioria das vezes. Afinal, quem não gosta de sair ganhando numa transação?


Hoje por exemplo, pessoas em polvorosa querendo adquirir coisas que de alguma forma vão satisfazer seus egos, facilitar suas vidas de alguma maneira. Mordomias melhoram o humor e servem para anestesiar as dores dessa vida, concorda?


Os produtos são os de sempre, mas cada vez mais necessários. O vendedor até se dá ao trabalho de decorar de cabo a rabo, a cartilha do que cada item dessa lista de bens a serem adquiridos, promete ao consumidor final. E como cada vez mais aparecem bons vendedores...


- Compre aqui! Cobrimos a oferta da concorrência! Este você pode confiar, tem história, mais experiência no ramo. Se apostar no outro, vai ter problemas, hein! Dor de cabeça na certa...

E o povo, na teoria, não gosta de ter problema.


Então, na oferta mais tentadora com maior margem de ganho, o cidadão vai lá e compra. - Dois pelo preço de um? É uma mão na roda. O que pode dar errado?


O problema é que depois da compra, barata, em muitos casos, o produto não é lá o que o vendedor prometeu. Ou dá problema logo que começa a ser usado, ou às vezes nem chega a funcionar. E o maravilhoso negócio começa a não parecer um negócio tão bom assim, afinal.


- Mas calma, eu sei quem me vendeu. Eu vou lá falar com ele - diz o cidadão.


A questão é que o vendedor vendeu pra tanta gente, de diferentes formas, que fica até difícil ele dar uma resposta mais precisa que satisfaça o cliente.


- Esse problema é de fábrica, não é nosso e como você comprou na promoção e com o desconto a mais que te dei, não veio o seguro incluso. Mas eu vou tentar resolver a questão, volta aqui amanhã – diz o vendedor.


Só que amanhã o cidadão não tem como ir, ou quando vai, o vendedor está ocupado demais para atender e o problema não é resolvido.


E o problema piora.


E o problema gera outros problemas. Demandas que antes não existiam, passam a atormentar a vida do cidadão que quando acreditou na lábia do vendedor, só queria sair ganhando no que parecia ser uma boa escolha.


Ano de Black Fridey, ou ano de eleição, como queiram entender. É sempre assim, não acham?

Veja, povo eleitor adora uma promessa bonita de um bom candidato vendedor bom de lábia, aquelas de que no governo dele vai ter mais educação, mais saúde, segurança, se ele for o escolhido não vai ter desvio público, adeus roubalheira... A cereja do bolo é aquele cenzinho na mão, cinquentinha também serve, é como se fosse aquele desconto maroto que faz a cabeça de muita gente.


Aí o candidato tão solícito na hora da venda, some depois do festival de boas promessas. Bom, em todas as edições foi assim, nada impede de ser diferente agora.


Esse ano aqui em Roraima, o vendedor escolhido pelo povo foi um cara que sabe lidar com o dinheiro, vender é o negócio dele. Mas será que o povo, soube, enfim, comprar do vendedor certo?



Ouça também a versão e AudioCast.



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