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ELEIÇÕES 2018 - A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória

Atualizado: 12 de Dez de 2018

Por Rodrigo Litaiff

(Foto: Secom/Gov.RR) - Fim de governo desastroso para a a chefe de executivo, Suely Campos

Atentai-vos às sagradas escrituras, não se desvie dela, nem para a direita nem para a esquerda, para que você seja bem sucedido por onde quer que andar. Palavras da salvação.


Foram essas as orientações que a atual gestão de Roraima não teria ouvido e praticado?

O combate a tal oligarquia “Jucariana” foi um sucesso, no ponto de vista da família Campos. Mas tapar um buraco cavando outro, geralmente não é uma boa solução. O Nepotismo no primeiro escalão do governo de Roraima foi manchete nacional. Foi piada em todo o Estado. Não sabia que a família era tão grande, pois até onde não se imaginava, tinha um parente da governadora empossado. Vieram os problemas de gestão. Na educação, principalmente.


Foram reuniões com sindicatos de professores da capital, do interior, das áreas indígenas, alunos também entraram nas manifestações por escolas mais estruturadas, por limpeza nas unidades, materiais didáticos, lanches, transportes…


Foram feitos acordos que não foram cumpridos pelo Governo. Aí vieram outras mobilizações. Iniciou-se a maior greve na educação estadual nunca antes vista em Roraima. Tudo veio a tona novamente, a educação parou. Outro acordo foi feito, dessa vez, judicialmente, e que também não foi cumprido. Foi tenso. Também teve as primeiras “boas” ações do Governo no setor penitenciário, que contratou uma empresa para fornecer alimentação para os presos.


Tudo em caráter de emergência, - inclusive a empresa contratada, que foi criada uma semana antes do acerto milionário. A empresa era da família da governadora, mas isso parecia ser o de menos. Lenbra que os alunos também entraram no bolo das manifestações por escolas mais estruturadas, lanches, limpeza, essas coisas? Pois é, eles voltaram a se manifestar… O motivo foi o não cumprimento de outro acordo feito pelo Executivo, que prometeu resolver essas pendências.


A princípio de reformas que seriam feitas por uma empresa de Manaus que tinha um contrato que isentava a prestação de contas dos 60 mi.li.ões de reis que tinha para reformar as escolas do Estado. Deu treta. Quer dizer, era pra ter dado, segundo as escrituras da constituição estadual. A regra é clara, isso é lance pra improbidade administrativa, mas não se sabe bem o houve com os órgãos fiscalizadores nesse período.


Parecia que todos estavam fazendo “vista grossa”, parecia que todos estavam deixando a coisa rolar. Esse sentimento ficou mais evidente quando a Polícia Federal tentou por várias vezes, prender o patriarca da família, Neudo Campos. Ele simplesmente não amanhecia em casa quando os homens de preto iam visitá-lo às seis da manhã. Algum passarinho sempre assobiava que era hora de passear. Era a justiça federal mandado prender, e os advogados de defesa conseguindo Habeas Corpus. Então ele aparecia na cidade. Mas aí a justiça mandava prender de novo e a história se repetia. Isso ocorreu por três vezes. Na quarta tentativa, enfim, a prisão, e o alvoroço.


- O marido da governadora foi preso! Mas nada mudou. Alguns parentes foram exonerados, para dar lugar a outros. Salários atrasados. Mais contratos milionários sendo efetuados de forma duvidosa – o da alimentação dos presos, por exemplo, ainda estava vigente, mais milionário que antes, e ainda em caráter emergencial.


E a regra é clara, né... (!?) Alguns deputados reclamavam na Assembleia Legislativa que isso era inadmissível, sucessivos contratos emergenciais, com uma tabela de preços que apontava uma marmita com o triplo do valor, aliado a denúncias de que a alimentação chegava estragada nas unidades prisionais.


Foi montada então a CPI do Sistema Prisional, que foi concluída no fim de 2017, apontando os detalhes do esquema, das irregularidades da empresa contratada, e etc. Vieram os problemas na saúde. Greve dos técnicos de enfermagem, falta de materiais médicos hospitalar, médicos cruzando os braços alegando falta de estrutura para trabalhar...


- “Fiquei sabendo”, que a escuridão tomou conta das pastas da Saúde e Educação, a Sefaz também anda sombria... Sabe os secretários parentes da governadora? Agiam em favor próprio, contratos gordos, notas fiscais sendo liberadas de forma irregular, desvio de verbas, autorizações de obras que não deveriam ser liberadas...


- Não é só o ex-governador que escuta os passarinhos. As palavras da salvação foram ignoradas. Resultado disso, além do patriarca, dois filhos estão presos, tem outros parentes na mira.

A mãe, também está no bolo. O que foi chamado de estelionato eleitoral, está ruindo bem antes do esperado. De forma vergonhosa.


Há quem diga que muita coisa ainda está por ser revelada, profecias de uma gestão que mudou a opinião de muita gente sobre a família campos, o suficiente para sair de uma eleição pela maioria dos votos em 2014 para uma rejeição recorde em 2018.

É, quem planta colhe. Já diziam as sagradas escrituras.

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