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ELEIÇÕES 2018 - Ângela Portela e o fracasso nas urnas

Atualizado: 13 de Abr de 2019

Por Sandeivyde Alves


Foto: Jornal GGN

Atual senadora até o fim de 2018, Ângela Portela concorreu à reeleição, sem sucesso, obtendo 64.164 mil votos, equivalente a 13,10% dos votos; sendo a quarta colocada na votação que tinha apenas duas vagas, ela ficou atrás de Chico Rodrigues, Mecias de Jesus, e de Romero Jucá que também concorria a reeleição, mas fracassou.


Ângela Portela começou a carreira política como primeira dama, de 2002 a 2004, e em 2006 foi eleita Deputada Federal pelo PTC com 9,429 votos; a trajetória política dela começou graças à construção de uma imagem comum no estado de Roraima, de uma primeira dama próxima ao povo e humilde, imagem que ajudou no avanço político, se desvinculando da imagem do marido, suja pela operação da Polícia Federal que ficou conhecida como “Escândalo dos Gafanhotos”, que envolvia desvio de dinheiro público nos Governos de Neudo Campos e Flamarion Portela.


O afastamento da figura de seu marido foi uma atitude inteligente, que fez Ângela obter sucesso na caminhada política, chegando ao senado em 2010.


Foto: Revista IstoÉ

Após ser eleita Deputada Federal pelo PTC, Ângela Portela filiou-se ao Partido dos Trabalhadores em 2007; Em seguida o PTC entrou com pedido para perda de mandato e a posse do suplente em seu lugar alegando infidelidade partidária, o pedido foi negado pelo STF.


Essa decisão de Ângela Portela foi determinante na sua vida pública e se filiar ao PT foi uma atitude que trouxe prós e contras na sua vida política; Em 2010 concorreu ao cargo de senadora, em uma disputa que começou no partido, onde ela conseguiu vencer Augusto Botelho, que era senador e queria concorrer, mas Ângela o venceu, lavando a desvinculação do ex-senador com o PT.


Ângela Portela conseguiu um feito em sua carreira política ao conseguir uma vaga no Senado com 110.993 mil votos, a segunda mais bem votada, superando Marluce Pinto, que estava em uma coligação com Romero Jucá e José de Anchieta, que apelavam usando a imagem do ex-governador Ottomar de Souza Pinto, para vencer as eleições e ter dois senadores da coligação eleitos.


Ângela Portela foi eleita presidente do PT regional e em 2013 conseguiu o cargo de Segunda Secretária da mesa diretora do Senado Federal, indicada pelo partido; no mesmo ano começavam as manifestações contra o governo e insatisfação com o governo Petista e de Dilma, Ângela associada como força regional do PT em Roraima, também se prejudicava com a impopularidade do Partido dos Trabalhadores.


Nas eleições de 2014 ela foi candidata ao Governo, mas sua candidatura foi fraca e rejeitada pela população, os escândalos de corrupção e a reprovação ao PT, ajudaram na derrota, sua candidatura teve apenas 18,03% dos votos, o que a deixou em na terceira colocação e fora da disputa para o segundo turno.


Eleições 2018, coligação com Suely Campos e derrota nas urnas

Foto: Jornal O Painel

Em abril de 2017, Ângela Portela deixou o PT e se filiou ao PDT, segundo a mesma em entrevista à Revista IstoÉ, a o partido poderia prejudicar sua candidatura a reeleição para o Senado Federal. Em 2018 concorreu ao senado e foi derrotada, ficando em quarto lugar com apenas 13,10% dos votos.


Ângela Portela se prejudicou sim ao ser filiada do PT em Roraima, um dos estados em que o antipetismo mais crescia, sua imagem ficou vinculada ao partido; sair do Partido dos Trabalhadores foi uma tentativa bem pensada, já que a associação da sua imagem ao PT, diminuiria as intenções de voto.


Outro erro de sua campanha foi estar ao lado de Suely Campos, que não tinha chances de reeleição desde o início da campanha, e para Ângela se aliar com um Governo falido, cheio de dívidas, enfrentando a crise migratória e sem pagar os servidores, foi uma escolha incorreta, talvez até pior do que estar no PT.


A atual Senadora até o fim do ano, até tentou se promover como uma mulher forte que luta pelas causas sociais, que trouxe verbas federais a educação superior na UFRR e IFRR, ficha limpa, mãe e professora, mas não obteve sucesso o povo de Roraima queria uma “renovação”, e com isso os candidatos ao Governo e a Presidência que exploraram isso venceram no estado, e no Senado também não houve reeleição dos candidatos Ângela Portela e Romero Jucá, que pretendiam continuar em Brasília.



Vídeo de Ângela Portela após o fim das eleições 2018





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