• Laís Muniz

Insegurança marca retorno às aulas da rede municipal de Boa Vista

Atualizado: Out 5


FOTO: Arquivo pessoal | Fachada da Escola Municipal Laucides Inácio, localizada no Pérola

Após mais de um ano e meio de pandemia, uma notícia dividiu opiniões nos lares roraimenses: a tão temida (e aguardada) volta às aulas da Prefeitura de Boa Vista. De acordo com o Censo Escolar, divulgado pelo MEC (Ministério da Educação) e Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), até julho de 2021, somente Roraima havia permanecido no Ensino Remoto. Nesta segunda-feira, 27, completam-se duas semanas que as aulas do município de Boa Vista retornaram.


De acordo com a Prefeitura, a rede municipal de ensino esteve todo o tempo monitorando o avanço da COVID-19 e avaliando a possibilidade de retorno presencial. Ainda segundo o munícipio, foi mantido um planejamento ativo, que buscava adequações para se manter em consonância com os protocolos estabelecidos pelas autoridades de Vigilância em Saúde, além do MEC, Ministério da Saúde e OMS (Organização Mundial da Saúde).


Entretanto, um servidor da Escola Municipal Laucides Inácio de Oliveira, que preferiu não se identificar, informou que a volta não foi tão tranquila como esperado.

“No primeiro dia havia uma aglomeração de alunos no pátio sem distanciamento algum, a organização estava péssima. As crianças estavam sendo colocadas em salas aleatórias porque a coordenação não conseguia identificar a sala”, destacou o servidor.


Um professor, que também pediu para não ser identificado, explicou que o regime escalonado precisa de ajustes.

“As atividades estão sendo colocadas no grupo em um único dia, o professor não tem tempo para explicar absolutamente nada e nem dar atenção aos alunos que estão em casa”, contou.


Por meio de nota enviada para a Rede Amazoom, a prefeitura de Boa Vista ressaltou que o professor tem o suporte da coordenação pedagógica e dos técnicos da Secretaria Municipal de Educação e Cultura.


"O professor está exercendo suas funções respeitando sua carga horária, as aulas não presenciais não ocorrem de forma paralela as presenciais para o professor, o aluno que está na semana não presencial recebe suas atividades ao término da semana presencial e de forma cíclica isso vai se alternando. " informou a Prefeitura.


Outro problema exposto pelos servidores é a falta de higienização e de espaçamento seguro entre as crianças.

As crianças não respeitam o uso da máscara, tão pouco o espaçamento seguro. Na hora do lanche, as frutas são entregues nas mãos de cada criança sem a devida higienização, entre uma entrega e outra” esclareceu o professor.


Segundo um cuidador, algumas crianças com sintomas gripais continuam indo à escola.

“A maioria não entende o uso da máscara e fica sem a maior parte do tempo. O aluno que cuido não consegue permanecer de máscara, e ele passou a semana inteira espirrando e tossindo, fora a desvalorização que recebemos da gestão da escola”, disse.


Ainda por meio de nota, a Prefeitura de Boa Vista informou que foi criado um comitê de retorno, em que técnicos da Educação Municipal e Saúde continuam a planejar, avaliar e fiscalizar as atividades das unidades de ensino quanto ao cumprimento dos protocolos de segurança relativos à COVID-19.




* A Rede Amazoom procurou a Prefeitura de Boa Vista para informar quais medidas serão tomadas a partir dos depoimentos expostos nesta matéria, mas, até o momento, não obteve resposta.

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