• José Carlos Magno

Plano de ação: O 'ser mulher' na crise da Venezuela


Reprodução: Panorama Farmaceutico

No que diz respeito aos fluxos migratórios, decorrentes da crise econômica-humanitária na Venezuela e das efervescentes discussões e debates sobre o papel da mulher na sociedade, colocar em pauta os desafios duplamente enfrentados pela mulher venezuelana nos cenários que antecedem e permeiam a conjuntura da crise se faz necessário. De forma democrática e plural, ouvir mulheres que se encontram nas mais variadas situações socioeconômicas e colocá-las como protagonistas de suas próprias narrativas, significa levar a reflexão sobre igualdade de gênero e papéis sociais a uma parte da população que é marginalizada e, por consequência, tem suas vozes silenciadas.


Para tal, iremos reunir relatos de venezuelanas que se encontram em situações socioeconômicas distintas e levantar o debate seu papel na sociedade, a partir de suas vivências, dentro do contexto da situação em seu país de origem. Retratar que, mesmo em momentos extremos, de crise e precariedade, a estrutura patriarcal e misógina não se mostra piedosa com a parcela da população que é, naturalmente, desde os primórdios, subjugada e colocada em situação inferior aos homens, seja em direitos, remuneração, representatividade e espaços como um tudo.


Além de relatos, terão participação no projeto agentes que lidam diariamente com essa população e que podem contribuir para o debate. Assistentes sociais, defensoras públicas, psicólogas, funcionárias do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados - Acnur e jornalistas que, por conta de suas atuações na sociedade, podem tornar a discussão mais proveitosa, a partir de seus pontos de vista. É necessário ressaltar que, em uma série de reportagens que põe em debate o ser mulher, entrevistar somente mulheres traz legitimidade ao que é escrito.


A primeira fase do projeto consiste em identificar os perfis socioeconômicos da mulher venezuelana que se encontra na capital, levando em consideração àquelas que se encontram ou não em situação de vulnerabilidade social. Após identificação dos perfis, definir estratégias humanizadas de aproximação, de forma a ouvir relatos e vivências que colocam em pauta, dentro do contexto trabalhado, a discussão sobre o ser mulher e, para além disso, ser mulher venezuelana em situação de crise.


A segunda fase será obter o ponto de vista profissional de agentes que tê m a mulher venezuelana como parte de seu dia a dia e trabalho. Psicólogas e assistentes sociais, por exemplo, poderão contribuir com o debate, levantando sua experiência e conhecimento sobre o assunto com embasamento formal.


Para o projeto, a técnica de storytelling terá função crucial na construção dos textos que terão como foco os relatos dessas mulheres. Quando se fala de pessoas e suas experiências de vida, usar formatos que humanizem e aproximem a narrativa do leitor causam maior impacto e empatia pela situação das personagens.


Recursos visuais como videos, fotos e gravações serão utilizados para complementar os textos e dar mais veracidade ao que é dito.



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