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Pirilampos e o trabalho voluntário: conheça a história da iniciativa

Por: Samantha Rufino

A ONG atua há 12 anos em Roraima e atualmente o foco do trabalho é voltado para crianças e adolescentes em situação de refúgio


Atividade realizada com a Associação AmarDown | Foto: Samantha Rufino

A cura através do amor, esse é o lema da ong Pirilampos que atua em Roraima desde 2007 realizando um trabalho voluntário de promoção e articulação de ações de assistência social, cultural e educacional para os mais diversos públicos em situação de vulnerabilidade. Os treze anos de história iniciaram a partir da inspiração de Márcio Ribeiro, atual presidente da ong, no filme Patch Adams - O amor é contagioso (1998) que retrata a história de um médico que modificou a rotina de hospitais propondo uma nova maneira de tratar os pacientes, através do riso e tratamento mais humanizado.


Antes do nascimento oficial da Pirilampos, Márcio conta que a ação surgiu de uma idealização de um grupo de jovens da igreja com o intuito de levar brincadeiras ao Hospital da Criança, mas as fantasias de palhaço surgiram posteriormente:

Márcio Ribeiro, presidente da Pirilampos | Foto: Samantha Rufino
“Eu tinha assistido o filme Patch Adams e falei por que não ir de leito em leito? Mas as pessoas não gostaram muito da ideia, eu falei é possível sim. Coincidentemente na época tinha um congresso na igreja e o palhaço qu ia fazer interação com as crianças não pôde ir e eu acabei aceitando. Deu tudo muito certo, depois eu peguei a roupa e resolvi ir no hospital, com os resultados positivos a gente resolveu continuar.”

Com todo o crescimento da instituição a ONG é reconhecida internacionalmente pelos trabalhos desenvolvidos em abrigos e comunidades de imigrantes do estado, atualmente a maior iniciativa da instituição, em parceria com a UNICEF. Os voluntários realizam visitas nos abrigos e trabalham na proteção e preservação dos direitos da criança e do adolescente.


Os avanços ainda não garantem um pleno funcionamento, o presidente afirma que ainda há muitos desafios no caminho, como por exemplo liberação de verbas destinadas justamente para o trabalho voluntário e as burocracias do sistema, além de encontrar pessoas que realmente tenham compromisso com a rotina do voluntariado.Para garantir o funcionamento, existe uma cota entre os voluntários onde cada um contribui com o valor possível dentro do seu orçamento.


A VIDA NO VOLUNTARIADO


Mesmo com as dificuldades durante a trajetória no voluntariado, ao se deparar com pessoas em situações de vulnerabilidade, a desvalorização e não reconhecimento dos esforços diante dos órgãos superiores, os voluntários continuam com as atividades. Andressa Ágata, voluntária há 2 anos na ONG conta que o voluntariado trouxe muitos benefícios: é uma experiência muito boa, porque me humanizou demais, me deixou muito mais sensível e com um sentimento de empatia bem maior.”


Juliana Orihuela conta que sua maior motivação para entrar como voluntária da Pirilampos surgiu depois do assassinato do irmão, maqueiro do HGR: “eu queria ir no hospital dá a alegria que eu entendi que ele dava, muitas pessoas contaram no velório as coisas boas que ele fazia pros pacientes. Eu entrei justamente pensando nisso, de sentir a presença dele”


Além das motivações pessoais e benefícios individuais, as voluntárias deixam claro que a maior gratificação é o retorno para as pessoas atendidas




(Ação Pirilampos para Associação AmarDown | Fotos e vídeo: Samantha Rufino)


Andressa Ágata, universitária e voluntária

Andressa Ágata como Palhaça Estrelinha | Foto: Samantha Rufino
Um dos momento que mais me marcou foi quando ganhei meu nome de palhaça, uma criança reparou nos brilhinhos da minha fantasia e disse “olha você parece uma estrelinha”, e aí ficou esse nome. Palhaça estrelinha!
Em outra experiência no Hospital Geral de Roraima, em uma das nossas visitas comuns e quando a gente começou a cantar as músicas os batimentos de um paciente que estava em coma começou a acelerar, como se ele tivesse sentindo a nossa presença e gostando da música”
Juliana Orihuela, universitária e voluntária

Juliana Orihuela | Foto: Samantha Rufino

Eles guardam a gente e esperam que a gente volte, esse amor que eles sentem é o que sempre faz a gente querer voltar


TRABALHO VOLUNTÁRIO NO BRASIL


O trabalho voluntário, como o próprio nome diz, é uma atividade sem remuneração para aqueles que doam seu tempo para ações transformadoras na sociedade. Apesar da não remuneração dos serviços, essa prática tem atraído muitos adeptos no Brasil, a última pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas indica que o voluntariado foi praticado por 7,2 milhões de pessoas no país em 2018.

Arte: Samantha Rufino

COMO FAZ PRA SER UM PIRILAMPOS?


Além da vontade de ajudar e disponibilidade, quem quiser ser um pirilampo precisa participar dos cursos de capacitação ofertados no início de cada ano, dentre as técnicas aprendidas durante o curso, uma delas inclui a preparação para lidar com os ambientes que as ações ocorrem. Ao término do curso os pirilampos ganham uma formatura e carteirinha de comprovação de voluntário!


Para saber quando os cursos e ações acontecem, basta acompanhar a ONG nas redes sociais Instagram e Facebook ou comparecer na sede, localizada no Diretório Central dos Estudantes, Campus Paricarana da UFRR.




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