• Rafaela André

Oficina de Turbantes homenageia Dia da Consciência Negra em Roraima

Atualizado: 25 de nov.

A formação foi promovida pela Cáritas Brasileira, através do Projeto Sumaúma: Nutrindo Vidas e realizada no pátio da Igreja Nossa Senhora da Consolata, no bairro São Vicente.

Fotos: ASCOM Projeto Sumaúma


A Cáritas Brasileira, através do Projeto Sumaúma: Nutrindo Vidas, realizou no pátio da Igreja Nossa Senhora da Consolata, no bairro São Vicente, um evento em homenagem ao Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro. A programação contou com a apresentação do Coral Indígena e uma palestra ministrada pela socióloga Rose Souza e Silva, sobre a implantação do Dia da Consciência Negra no Brasil, relações sociais, discriminação e xenofobia. Uma oficina de turbante, resgatou a necessidade de valorização da cultura afro-brasileira e das origens ancestrais.

A ação foi ministrada pela voluntária Jennifer Palomeque, que ensinou as várias formas de amarração do tecido. Para ela “o turbante não é apenas um acessório de moda, mas sim a representatividade de várias culturas que o utilizam” disse Jennifer.


O símbolo cultural ao remeter os antepassados e povos de culturas africanas, reforça a autoafirmação e o reconhecimento da negritude na sociedade.


Os turbantes remetem às coroas e é necessário lembrar que os negros nunca foram escravos, mas sim, filhos e filhas de majestades que foram escravizados no processo de colonização.



Além das questões raciais, os turbantes também são elementos utilizados para aumentar a autoestima e quebrar o padrão de beleza eurocêntrico presente na sociedade.


Automaticamente, quando pensamos no uso de turbantes no Brasil, remeter-se as religiões de matriz africana, que são alvo de intolerância religiosa. Logo, podemos considerar a utilização das amarrações como um ato de resistência. Os participantes da oficina tiveram a oportunidade de praticar todos os ensinamentos aprendidos.


Projeto “Sumaúma”

O projeto “Sumaúma” tem o objetivo de garantir que a população migrante/refugiada venezuelana e brasileiros em situação de vulnerabilidade social, supram suas necessidades alimentares, garantindo assim, com a entrega de refeições, a segurança alimentar.


A execução do projeto acontece em parceria com o projeto Mexendo a Panela e com a Cáritas Diocesana de Roraima. Ainda sobre o resgate da cultura, ao final do evento, os participantes receberam a comida Afro Brasileira conhecida como mungunzá, que é feito utilizando milho.


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