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Mippo e Tribo da Justiça: As histórias em quadrinhos roraimenses

Atualizado: 21 de Out de 2019

Por Mairon Compagnon

Foto tirada por Mairon Compagnon

As histórias em quadrinhos (HQs) são a mistura entre palavras e imagens para a construção de uma história, de maneira sequencial, sendo narrada em etapas/quadros. A primeira HQ foi criada no final do século XIX, pelo americano Richard Outcault, que publicava as histórias de The Yellow Kid em jornais, apresentando os elementos típicos de linguagem como onomatopeias e balões de fala e pensamentos.


Já no brasil, em 1939, Roberto Marinho publicava no Jornal O Globo, uma história em quadrinhos, intitulada de “Gibi”, que, na época, significava “moleque” porém, com o passar do tempo, a palavra começou a ser associada às histórias em quadrinhos nacionais e, atualmente, virou sinônimo.


Em 1940, começava a Era de Ouro dos quadrinhos nos EUA, conhecidos popularmente como comics. Heróis como Capitão Marvel, Superman e Capitão América atraiam a atenção dos leitores que começavam a se apaixonar pelas suas histórias. Mas foi em 1950 que duas empresas começaram a ganhar força, e se tornaram reconhecidas mundialmente: A Marvel comics e a DC comics; dando início, assim, à Era de Prata dos quadrinhos.



Atualmente, os leitores de historias em quadrinhos, possuem um nicho específico dentro da sociedade, os geeks. Apaixonados pela cultura pop, os geek estão ganhando mais adesão dentre as demais tribos, o que a idealização de eventos.


Durante o Aniraima, evento geek realizado em setembro desse ano, dois roraimenses, Hipacia Caroline e Rafa Porto, lançaram suas histórias em quadrinhos. Além de movimentar a economia, a iniciativa agrega no fortalecimento da cultura pop local.


A Tribo da Justiça


O quadrinista, Rafael Porto, de 24 anos, é o criador da história em quadrinhos roraimense, Tribo da Justiça. Iniciou sua carreira artística muito jovem, através de observações de desenhos que passavam na TV, despertando a curiosidade para a criação de histórias similares, até que, com o amadurecimento, buscou materiais que o ensinassem e propusessem melhoras nas técnicas de desenho.


Os Gibis iniciaram sua caminhada dentro das leituras das histórias em quadrinho, mas foi através dos mangás, como Naruto, que Rafael percebeu os detalhes por trás dos diálogos dos personagens, da quadrinização e do enredo das histórias. “Eu gosto muito de ler e colecionar histórias. Inicialmente, comecei com comics comuns, como Mickey e Turma da Mônica, e depois fui para os mangás. Naruto marcou minha infância e tem marcado a minha fase adulta. Eu acho muito interessante as mensagens e a construção do enredo de cada volume”, disse.


"Agora também nessa fase, com a ascensão de super-heróis, me veio a conhecimento a heróis como os X-men. Eu acho muito legal como eles trabalham a questão de minorias e trabalham especialmente com questões sociais. Eu gosto de um pouco de tudo, mas especialmente daquilo que prega respeito e igualdade".

Foto de arquivo pessoal


Foi em um festival literário, realizado por uma escola de rede privada, que Rafa Porto começou a desenvolver a HQ Tribo da Justiça. A fim de atingir todos os públicos, a história apresenta personagens inspirados em heróis famosos, porém, a ambientação e o enredo se baseiam na cultura regional. “A tribo da justiça é uma HQ de super-heróis que vivem aqui na nossa cidade e ela traz justamente elementos intrínsecos, de uma forma sutil, seja pelo dialeto, as vestimentas ou o próprio ambiente. Ela vem como um subterfúgio para a galera perceber que a nossa capital, a nossa cultura é sim capaz de produzir obras voltadas tanto para o entretenimento quanto para a cultura", explicou.


Mippo, uma história sobre apreciar a vida


As histórias em quadrinhos de origem japonesas são chamadas de Mangás. Embora as primeiras manifestações datem ainda do século XI, apenas em 1950 o nome mangá foi oficializado, através do autor Osamu Tezuka, com a obra Dororo.


Além dos olhos grandes e dos corpos esguios, o modo de leitura dos mangás diferem das histórias em quadrinhos ocidentais, sendo realizadas da direita para a esquerda. Porém, a artista Hipacia Caroline decidiu criar um mangá com leitura ocidental, da esquerda para a direita, a fim de facilitar a adesão e a leitura daqueles que ainda não conhecem o estilo japonês.


“Segundo a minha mãe, eu comecei a desenhar desde os meus 3 anos de idade. Um certo dia, minha tia descobriu que eu tinha esse talento e me deu um caderno de desenho e um mangá. Eu me apaixonei pelo mangá e comecei a tirar dele inspirações para escrever e desenhar minhas próprias histórias. Desde criança sonhava em viver da minha arte, e hoje, posso dizer que realizei o meu sonho”.

Foto de arquivo pessoal

A magaká lançou o seu primeiro mangá ilustrando a história de Mippo, um robozinho que acorda perdido na Neve e pede ajuda a seu amigo para encontrar sua casa. “Quando comecei a desenhar Mippo, foi durante o meu trabalho. Eu estava rabiscando o amigo dele e depois o rabisquei. Inspirei-me em algumas tragédias que estavam acontecendo, como a de brumadinho, para criar a história. E fiquei impressionada em como as pessoas gostaram d