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Livro organizado por pesquisador do Amazoom discute comunicação e organizações indígenas

Do total de capítulos do livro, três foram escritos por pesquisadores do Amazoom

Livro debate relação entre práticas de (Etno)Comunicação e Movimento dos Povos Indígenas

A comunicação como um dos elementos centrais de mobilização entre organizações indígenas e movimentos sociais é o mote do livro Comunicação, Questão Indígena e Movimentos Sociais: reflexões necessárias, organizado pelo pesquisador do Amazoom e professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Lucas Milhomens.


A previsão é que o livro seja lançado no dia 15 de fevereiro em um seminário virtual com a participação de autores e outros convidados.


O trabalho é resultado de projeto de pesquisa coordenado pelo docente e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), lançado em parceria pela Editora da Universidade Federal do Amazonas (Edua) e Alexa Cultural.


A versão prévia do livro, com o sumário e a introdução escrita pela autora Cicilia Peruzzo, pode ser conferida neste link.


A obra é composta por dez capítulos que transitam entre a diversidade de seus autores e a pertinência dos assuntos abordados. Dentre eles se destacam a presença de pesquisadores indígenas dos povos Munduruku (PA), Wapichana (RR) e Tingui-Botó (AL).


Do total de capítulos na obra, três foram escritos por pesquisadores e discentes do Amazoom. O primeiro capítulo intitulado "Organizações indígenas e redes comunicacionais no Brasil: luta e resistência" foi escrito pelo organizador do livro, Lucas Milhomens.


Há ainda no livro o capítulo "Da resistência adaptativa à auto-organização: o Movimento dos Povos Indígenas, os projetos de desenvolvimento e o indigenismo em Roraima", escrito pelo coordenador geral do Amazoom, Vilso Santi, e o coordenador de projetos do Amazoom, Bryan Araújo.


Além disso, há um capítulo escrito pela pesquisadora do Amazoom, Vângela Morais, em parceria com as mestrandas em Comunicação e indígenas da etnia/povo Wapichana, Ariene Susui e Marcia Fernandes. O texto tem como título "Um lugar de enunciação: a rede Wakywai de comunicação indígena em Roraima e o garimpo ilegal no contexto da pandemia".


Povos indígenas durante a pandemia de Covid-19


Outro aspecto importante destacado no livro foi a mobilização indígena durante a pandemia de Covid-19. Organizações regionais como a Rede Wakiwai de Comunicação, ligada a terra indígena Raposa Serra do Sol, dos Yanomami (RR), e a Associação Da’uk, pertencente aos Munduruku do Alto Tapajós (PA), são exemplos desta articulação, que além de tentar conter os efeitos nocivos da pandemia entre suas populações, continua a luta permanente contra o garimpo ilegal, invasão de suas terras e contaminação de seus rios e florestas.


Também fizeram parte da análise a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), que aprofundaram a discussão sobre comunicação e a utilização de novas plataformas digitais no intuito de fortalecer suas redes e ampliar o engajamento de seus integrantes e apoiadores. É o caso, por exemplo, das campanhas organizadas por essas entidades ao longo dos últimos dois anos no intuito de reduzir os índices de contaminação e morte de indígenas em decorrência da pandemia de Covid-19.


Na Amazônia brasileira, segundo dados da Coiab, foram, até janeiro de 2022, 43.036 casos entre 153 povos, totalizando 1.032 óbitos. Destes, 332 foram no Amazonas, estado onde mais morreram indígenas em decorrência da pandemia. Também, segundo a mesma entidade, esse número pode ser ainda maior, tendo em vista a dificuldade de acesso fidedigno aos dados disponibilizados por órgãos governamentais (como a Secretaria Especial de Saúde Indígena – SESAI), sobretudo os registros relacionados aos indígenas não aldeados que vivem em grandes centros urbanos.


Fonte: Divulgação

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