• Bryan Chrystian

Em entrevista a rádio, coordenador do Amazoom fala sobre fake news e desinformação

Prof. Dr. Vilso Santi falou sobre como identificar notícias falsas em entrevista nesta quarta-feira

Vilso Santi é coordenador do Amazoom e docente do curso de Jornalismo e Mestrado em Comunicação da UFRR

Em entrevista à Rádio Monte Roraima na manhã desta quarta-feira (1º), o coordenador do Rede Amazoom e professor do Curso Jornalismo e do Mestrado em Comunicação da Universidade Federal de Roraima (UFRR), Prof Dr. Vilso Santi, falou sobre fake news e desinformação.


Conforme Vilso Santi, o debate sobre desinformação e fake news precisa ser pautado em dois níveis: um mais teórico e outro mais prático.


No nível mais teórico, ele explica que é preciso entender que fake news não é notícia, não é informação.


"Traduzindo, o que é falso não é notícia. Notícia, a essência da notícia é a verdade ou a busca da verdade. Então o primeiro movimento que a gente faz quando vai debater Fake News é desmontar essa ideia. Se é Fake não é notícia, é outra coisa, e a gente precisa tratar essa outra coisa como outra coisa" esclareceu o docente.


Já no nível prático, o coordenador afirmou que para identificar uma notícia falsa é preciso que o leitor adote um comportamento crítico.


"Ou seja, vamos dizer de outro jeito. Vamos desconfiar da notícia, independente de qual ela seja, vamos desconfiar da informação independe de qual ela seja", explicou.

Além disso, de acordo com Vilso Santi, é preciso buscar na informação alguma coisa que não faça total sentido, mesmo que a notícia falsa possa parecer mais lógica possível.


Ele argumenta que o padrão de comportamento das notícias falsas é trabalhar com fatos próximos da realidade e correlatos à realidade.


"Nutrir esse comportamento crítico e buscar outras informações correlatas ajudam a gente a desmontar esse argumento que às vezes parece muito lógico", relata o professor.


Por último, Vilso Santi afirma que é preciso investir em uma pedagogia crítica da mídia e educar as pessoas para ler criticamente as notícias.

"A gente precisa ter cuidado e admitir que a gente vive um momento no qual assim como tem pessoas como nós que trabalha para informá-los melhor, há também pessoas que trabalham contra isso, há pessoas que trabalham para nos desinformar", concluiu o coordenador do Amazoom.

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