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ELEIÇÕES 2022: Seguem os desacordos na Federação Brasil da Esperança

Atualizado: 27 de jul.

Nos bastidores da política o clima não é bom e em alguns estados prevalecem os impasses na primeira eleição com Federações

Por: Alexandre Paz, André Oliveira, Kallryn Siqueira

Foto Internet

“Brasil da Esperança”, mas não do consenso. A federação partidária formada pelo PT (Partido dos Trabalhadores), PCdoB (Partido Comunista do Brasil) e PV (Partido Verde) continua enfrentando crises nos seus acordos. E em alguns estados, o clima nos bastidores segue tenso.


Ainda, em prévia de campanha, a Federação Brasil da Esperança (FE Brasil) não está em harmonia quanto a quem apoiar (ou não) nestas eleições. A FE Brasil é a primeira organização nesse molde de federação, que funcionará como partido único, conforme mudança na legislação eleitoral no ano passado.


A direção do PT em Goiás, por exemplo, já decidiu quem apoiar para o governo do Estado. Decisão essa compartilhada pelo PCdoB. Porém, o PV diz que é preciso discutir a situação, o que demonstra discordância, por ora, com o nome de Wolmir Amado como pré-candidato.


Já no estado da Paraíba as coisas caminham mais tensas e desconfortáveis. Gregória Benário, dirigente do PCdoB, afirmou em recente declaração à imprensa que, os três partidos têm o mesmo peso no estado, portanto, têm que ter um único posicionamento. Segundo ele “ninguém pode tomar decisão isolada”. A dirigente acrescentou ainda que Jackson Macêdo, presidente do PT na Paraíba, terá que se acostumar a isso. Jackson não concorda com o nome apontado para a pré-candidatura ao governo do estado pelos dois partidos.

“O companheiro Jackson Macedo precisa entender que existe uma Federação composta por três partidos e que falará como se fosse um único. O mesmo peso que Macêdo tem na Federação, como presidente do PT, eu e o companheiro Denis (Presidente do PCdoB) também temos. Portanto, é melhor ele ir se acostumando que nos próximos quatro anos ninguém pode tomar decisão isolada dentro da Federação”, alertou Gregória Benário

Em Caxias do Sul (RS) o presidente do PV, Abrelino Frizzo, disse que a Federação os engoliu. Segundo ele, a modalidade Federação inviabilizou disputas regionais, pois foram negadas vagas pelo Diretório Estadual do Partido, já que as decisões são em conjunto. Dessa maneira, em Caxias o PV perdeu força.


Em Roraima, os presidentes das siglas que compõem a FE Brasil se reuniram no fim de semana, porém, o teor das ideias discutidas nesse encontro não foi publicado. Por si só os Partidos já tinham suas diferenças e opiniões, agora como Federação as dissensões seguem mais intensas. Ambos, porém, parece que terão que aprender a lidar com as divergências pelos próximos quatro anos.

* Conteúdo experimental desenvolvido na disciplina de JOR53 - Jornalismo Especializado I.

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