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Alunos indígenas do Insikiran desenvolvem metodologia ativa no ensino remoto


Imagem: Pixabay

A metodologia ativa conhecida como Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL, na sigla que vem do inglês Problem Based Learning) é a construção do conhecimento a partir da discussão em grupo de um problema.

A ABP é uma estratégia educacional em que um problema prático constitui a base para o aprendizado de informações relevantes. Nela, os alunos resolvem problemas em pequenos grupos, sob a supervisão de um tutor. O PBL é uma técnica de ensino autodirigido que estimula o pensamento crítico dos estudantes, contribuindo para torná-los solucionadores de problemas.


Esta metodologia ativa de ensino vem ganhando muito espaço entre os educadores nos últimos tempos, principalmente em cursos da área de saúde. No curso de Gestão em Saúde Coletiva Indígena do Instituto Insikiran de Formação Superior Indígena da Universidade Federal de Roraima (UFRR), a ABP foi introduzida em 2017 pela professora Simone Lopes de Almeida, na disciplina de Educação em Saúde.

Na sequência, já durante as aulas remotas na pandemia de Covid-19, o professor Eliseu Adilson Sandri, na disciplina de Política, Planejamento e Gestão da Saúde III, aplicou a metodologia ABP com uma turma do 5º período do referido curso.


O professor relata que no início das atividade houve resistência na mudança do sistema tradicional de ensino, mas que tudo foi superado e o resultado do uso do PBL com os alunos indígenas do curso de Gestão em Saúde Coletiva Indígena do Insikiran foi bem-sucedido.

De acordo com o professor Sandri, “uma vez que os mesmos colocaram a ‘mão na massa’ na hora de pesquisar, discutir e propor soluções para os problemas apresentados em sala virtual. Os alunos sentiram-se estimulados pelas facetas modernas da tecnologia e pela riqueza do conteúdo construtivo para a construção de um arcabouço teórico necessário à resolução dos problemas propostos em sala virtual”.

A dinâmica utilizada com o grupo tutorial de alunos do curso de Gestão em Saúde Coletiva Indígena obedeceu à técnica denominada de “7 passos”. A parti dela, conta Sandri, foi possível estabelecer relacionamento entre os pares e profundidade na discussão dos temas. “Isto resultou em uma aprendizagem efetiva mesmo diante dos desafios que a pandemia de Covid-19 tem imposto”, afirma.


Fonte: UFRR

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