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60% das empresas formais de Roraima são Microempreendedores Individuais

Por Daniele de Jesus, Emilly Duarte, Emily Tenente e Nascilene Araújo


Com a finalidade de simplificar a vida dos microempreendedores, o Governo Federal criou em 2008 o registro do MEI – Microempreendedor Individual- para formalizar trabalhadores brasileiros que, até então, desempenhavam diversas atividades sem nenhum amparo legal ou segurança jurídica. Com isso, o número de pessoas que exercem diversos trabalhos para empreender vem crescendo a cada ano.


De acordo com dados do Sebrae, em Roraima o número de empresas cadastradas no MEI é equivalente a 15.633, o que representa quase 60% dos negócios formais de todo o Estado. Sendo que das empresas criadas 85% estão concentradas na capital, Boa Vista, com 2.880 empreendimentos formalizados e o restante nos demais municípios. Os setores em destaque são: de Serviço e Comércio, Indústria, Construção e Agropecuária.



A Analista Técnica do Sebrae Roraima, Lêda Catrine, explica que esses valores representam um crescimento no Microempreendimento do Estado. “Com o MEI o empreendedor possui diversas facilidades que reflete diretamente no aumento de geração de emprego e desenvolvimento de renda local”, diz Lêda Catrine.


Segundo o economista Antonio Wedney, atualmente o Estado de Roraima é um Estado que por pertencer à área de fronteira, apresenta um crescimento muito grande na área do empreendedorismo. Por esse motivo, a Secretaria de Estado da Agricultura de Roraima (SEAPA/RR) está desenvolvendo projetos voltados para o setor da agricultura, como forma de incentivo ao pequeno produtor. “Consideramos importante a inserção desses empreendedores como MEI, a fim de que saiam da informalidade e sejam beneficiados e por meio disso, beneficiem também a economia do Estado" completou Antonio.


Ainda segundo Lêda, o Microempreendedor Individual pode faturar até R$ 81mil reais/ano, ou seja, em média R$ 6.750 reais/mês. Pode ainda ter, no máximo, um empregado contratado que receba um salário mínimo ou o piso da categoria. “Ao MEI está vetada a possibilidade de participação em outra empresa como sócio ou titular, porém ele é enquadrado no Simples Nacional e isento dos seguintes tributos federais: Imposto de Renda, PIS, COFINS, IPI e CSLL”, esclarece a Analista.




Conheça a História de três Microempreendedores de Boa Vista que fazem Sucesso

Muitas pessoas sonham em ter seu próprio negócio e o formalizar, porém nessa nova empreitada surgem diversas dúvidas e até mesmo medo sobre essa categoria de empreender. A trajetória desses três empreendedores locais comprova que além de um apoio financeiro, acreditar no seu projeto e sonho, é muito importante para a criação e crescimento de uma empresa.


Gilmara Reis

Gilmara Reis - Foto: Arquivo pessoal

Você sabe o que é uma Personal Organizer? E o que ele faz? Esse profissional fornece serviços que contribuem para a organização do ambiente e, com isso, os tornam mais práticos e funcionais. E a empreendedora Gilmara Reis juntou seu talento e sonho com a ideia de que esse negócio seria uma ótima opção para quem não tem tempo para realizar essas tarefas. Para formalizar o seu trabalho ela se tornou uma MEI (Microempreendedora Individual).

Em 2017, ela fundou a “Organizada e Tal” que é uma consultoria de organização que conta com uma equipe que utiliza técnicas fundamentadas na necessidade e na realidade de cada cliente para organizar qualquer espaço que precise de arrumação.


Tudo começou quando Gilmara perdeu seu emprego em 2017, após nove anos trabalhando como gerente em um banco. Depois de uma semana sem trabalho ela conseguiu uma nova oportunidade de gerenciar uma loja de roupas de grife no shopping. “Essa experiência foi um divisor de água na minha vida, pois foi nesse período que eu descobri meu talento em dobrar roupas e organizar ambientes”, relata Gilmara reis.


Após quatro meses no novo trabalho, Gilmara percebeu que seu tempo era muito corrido e na época seu filho ainda era muito novo, foi quando ela decidiu sair da loja. “Sempre fui uma pessoa muito ativa, então quando eu deixei meu emprego comecei a vender leite, queijo e doce de leite, porém mesmo assim continuei pesquisando, aprendendo sobre técnicas de organização e acabei encontrando um curso e me profissionalizei”, explica a personal Organizer.


Após um mês da conclusão do curso, a empreendedora conseguiu sua primeira cliente por meio de uma amiga que a recomendou. “Quando eu consegui meu primeiro trabalho foi muito desafiante, pois eu ainda não tinha uma experiência no ramo ao não ser o que eu treinava em casa e tinha aprendido no curso, mais no final de tudo realizei o serviço e conquistei mais clientes”, relata Gilmara.


No mesmo ano, Gilmara recebeu uma proposta de trabalho em um cargo público e acabou aceitando, onde ela passou dois anos e devido ao tempo corrido, deixou o negócio de organizar por um período. Em 2019, recebeu outra proposta de emprego com a carga horária reduzida onde ela trabalha até hoje.


“Com o meu atual trabalho consegui retomar meu negócio que se intensificou ainda mais com a chegada da pandemia em 2020, pois foi quando decidi criar um perfil no instagram porque percebi que aquela ferramenta ajudaria meu serviço a ser mais reconhecido e expandir meu negócio, principalmente pelo fato das pessoas estarem em casa”, diz Gilmara Reis.


A empreendedora é um sucesso nas redes sociais onde além da divulgação do seu trabalho também dar dicas de organização para seus seguidores. “Trabalhar com o que você adora fazer e ganhar dinheiro com isso é muito gratificante, pois embora empreender exigir mais esforço do que um trabalho normal, você tem autonomia de como vai redigir seu negócio, além de ver seu sonho se transformar em realidade”, reforça a empreendedora.


Gabriela Almeida


Docinhos feitos por Gabriela Almeida - Foto: Arquivo pessoal

A estudante de 24 anos começou o seu empreendimento em dezembro de 2020. Ela teve a ideia de vender doces para o natal e depois de um tempo percebeu que o investimento estava dando certo. Sendo assim, ela fundou a “Kumabrownie” e formalizou seu negócio se tornando uma MEI (Microempreendedor Individual).


“possuir um cadastro como MEI me ajudou aproveitar inúmeras possibilidades que esse serviço oferece que vai desde ter um CNPJ, abertura de crédito, entre outras coisas, o que é muito importante e motivador para quem está começando e deseja trilhar o caminho dos negócios”, explica Gabriela Almeida.


A estudante diz que conquistar sua renda vendendo doces além de ser sua paixão é um universo de possibilidades, pois a cada dia ela aprende a fazer receitas de bombons ou docinhos que faz muito sucesso entre diferentes tipos de públicos.


“Além de garantir uma renda, o sonho de abrir uma empresa e poder ajudar pessoas através disso foi uma grande motivação para o começo do meu negócio, pois trabalhar com o que gosta e ver que seu esforço influência seus ganhos, a escolha da sua equipe, tudo isso representa muito a minha busca de realização pessoal,” relata a jovem empreendedora.


João Ribamar

Ter uma bicicletaria, sempre foi o sonho de João, pois há 15 anos ele trabalhou em uma, porém a vontade de abrir seu próprio negócio o motivou a seguir seu sonho e se tornar um MEI (Microempreendedor Individual).


“Eu sempre tive essa vontade, gosto muito de trabalhar nessa área de vendas de bicicletas e peças, sou apaixonado por essas coisas. Constantemente dizia que quando tivesse uma oportunidade, trabalharia com aquilo que eu gosto, foi quando decidi ser MEI, tive que vender meu carro para iniciar minha empresa e graças a Deus tem dado tudo certo”, relata Ribamar.


Há dois anos João tem seguido com seu projeto como microempreendedor, ele abriu sua própria bicicletaria “Solução Moto Bike Peças” e explica que pretende expandir ainda mais seu negócio.

“Meu desejo é que minha empresa possa crescer ainda mais, e que eu não venha ficar somente como empreendedor individual, mas, que futuramente eu possa ser um grande empresário aqui no estado de Roraima”, reforça João Ribamar.


Assista a palestra: As vantagens de ter um negócio formalizado!






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